Pense em 2 carabinas idênticas, canos idênticos em quase tudo, diferentes apenas no comprimento. do cano. O que ocorre nestas condições?
É uma questão de física. Enquanto a carabina conseguir manter a pressão atrás do chumbinho maior que a pressão na frente do mesmo o chumbinho continuará sendo acelerado. Obviamente que o atrito com o cano age contrariamente.
Se considerarmos que a carabina consiga manter o chumbo acelerando, então a carabina com cano mais longo será capaz de disparar com maior velocidade. Exemplo disto são at44 e at44 long, onde o cano mais longo da segunda rende pouco mais de 6 joules adicionais, sem nenhuma outra mudança na propulsão.
Mas, se a carabina não tiver potência para permanecer acelerando o chumbinho, a situação se inverte, e a velocidade do projétil será diminuída.
Cabe ao fabricante determinar o comprimento ideal do cano para cada carabina.
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Como o cano de uma arma de pressão influencia seu desempenho - continuação
Desafiando conceitos
Algum tempo atrás escrevi um artigo sobre velocidade vs precisão onde expliquei que, ao aproximarem-se da velocidade do som os chumbinhos eram desestabilizados (leia na integra aqui).
Quando fiz os reviews, sempre considerei o peso do chumbinho, e utilizei carabina com potência ideal para o mesmo, mantendo-o na faixa abaixo de 900fps, para garantir que a velocidade excessiva não prejudicaria a avaliação do chumbinho.
Mas, por curiosidade, sempre disparei os chumbinhos com uma BT65 só para ver como se saiam.
E, curiosamente, alguns chumbinhos desafiam esta regra, mantendo precisão considerável mesmo em velocidades supersônicas.
H&N Baracuda Green foi um deles, agrupando em aproximadamente uma polegada a 30m à 390m/s quando do review (sempre considero o primeiro agrupamento). Na prática, é tranquilo acertar discos de uma polegada a 45m nestas condições com ele.
Jsb Exact foi outra surpresa, pois a 350m/s agrupa muito bem tambem. Refiro-me aos jsb de 15.4 grains, cujo review publicarei em breve.
H&N Fild Target Trophy Power foi outro que se deu bem com altas velocidades, bons grupos a 356m/s. Seu irmão sem cobre, perde feio nos agrupamentos, sinal que o revestimento de cobre tem influência na performance em alta velocidade.
H&N Terminator foi um chumbo atípico, saiu-se melhor em agrupamentos com velocidade supersônica! Agrupou melhor a 347m/s do que a 280m/s.
Estas observações me fazem pensar que o maior problema em relação ao chumbinho chegar a velocidade do som é que é necessária muita energia para atingir esta velocidade, e a desaceleração é muito rápida fazendo-os voltar abaixo da velocidade do som rapidamente, ou seja, o tempo em que ele fica acima da velocidade do som é minimo.
Mas dai a dizer que o chumbinho se desestabiliza, creio ser uma questão de design do chumbinho.
Um gamo pro hunter, a 280m/s perde em acurácia para todos os chumbinhos que mencionei neste artigo em velocidades supersônicas, e a 350m/s não tem acurácia alguma. Concluo que o design influencia sim.
Quando fiz os reviews, sempre considerei o peso do chumbinho, e utilizei carabina com potência ideal para o mesmo, mantendo-o na faixa abaixo de 900fps, para garantir que a velocidade excessiva não prejudicaria a avaliação do chumbinho.
Mas, por curiosidade, sempre disparei os chumbinhos com uma BT65 só para ver como se saiam.
E, curiosamente, alguns chumbinhos desafiam esta regra, mantendo precisão considerável mesmo em velocidades supersônicas.
H&N Baracuda Green foi um deles, agrupando em aproximadamente uma polegada a 30m à 390m/s quando do review (sempre considero o primeiro agrupamento). Na prática, é tranquilo acertar discos de uma polegada a 45m nestas condições com ele.
Jsb Exact foi outra surpresa, pois a 350m/s agrupa muito bem tambem. Refiro-me aos jsb de 15.4 grains, cujo review publicarei em breve.
H&N Fild Target Trophy Power foi outro que se deu bem com altas velocidades, bons grupos a 356m/s. Seu irmão sem cobre, perde feio nos agrupamentos, sinal que o revestimento de cobre tem influência na performance em alta velocidade.
H&N Terminator foi um chumbo atípico, saiu-se melhor em agrupamentos com velocidade supersônica! Agrupou melhor a 347m/s do que a 280m/s.
Estas observações me fazem pensar que o maior problema em relação ao chumbinho chegar a velocidade do som é que é necessária muita energia para atingir esta velocidade, e a desaceleração é muito rápida fazendo-os voltar abaixo da velocidade do som rapidamente, ou seja, o tempo em que ele fica acima da velocidade do som é minimo.
Mas dai a dizer que o chumbinho se desestabiliza, creio ser uma questão de design do chumbinho.
Um gamo pro hunter, a 280m/s perde em acurácia para todos os chumbinhos que mencionei neste artigo em velocidades supersônicas, e a 350m/s não tem acurácia alguma. Concluo que o design influencia sim.
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